segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

TRABALHO INFANTIL NUNCA MAIS - CONTO FINALISTA DO PRÊMIO PETECA 2014

Trabalho Infantil Nunca Mais

            Era uma vez, nos tempos de reis e rainhas. Todas as cidades se desenvolviam, exceto uma, ninguém sabia o motivo daquela cidade que tinha um belo reino não crescer, todas as outras mesmo sem condições financeiras, cresciam e se desenvolviam lentamente, mas cresciam, e aquela tal cidade continuava na mesma, apesar de ser a mãe da cana de açúcar e a maior exportadora de café da região, aquela cidadezinha não ia pra frente. Então, as autoridades dali resolveram descobrir o problema, mas sem sucesso.
            Quando a notícia do que estava acontecendo chegou aos ouvidos do rei, ele se interessou pelo assunto e resolveu dar um baile em seu castelo; convidou todos os reis e autoridades vizinhas, com o propósito de que todos falassem o que estavam fazendo para que suas cidades crescessem. Em meio ao baile, o rei levantou-se e falou sobre o motivo daquele festa e pediu para as outras autoridades se disporem. O primeiro rei começou:
            - Em meu reinado a economia é o café, e como todas as famílias trabalham nos cafezais, eu, pensando nas crianças, para não ficarem nas ruas ou não precisarem trabalhar com seus pais, resolvi construir escolas para abrigar e dar educação para estas crianças. O rei foi aplaudido e passou a palavra para outro rei que repetiu o mesmo discurso, mudando apenas a economia de seu reino, e assim foi o discurso de todas as majestades presentes. O rei não entendeu nada, levantou-se e falou: - mas como é que eu não desperdiço nenhum tipo de serviço, aqui todo mundo trabalha, inclusive as crianças, por tanto, o meio reinado era para ser o mais desenvolvido. Foi quando um rei sábio que ainda não havia falado, levantou-se e disse:
            - Vossa majestade, em meu reinado também estava acontecendo a mesma coisa, enquanto eu me aproveitava do trabalho das crianças, a cidade não crescia e estava ficando cada vez mais escura, foi quando eu tive a brilhante ideia de construir prédios para abrigar as crianças, e mandei a criada mais dedicada do palácio para educar os pequenos. Depois de algum tempo comecei a observar e percebi que as crianças estavam cada vez mais sábias, pois aquela criada dedicava seu tempo em brincadeiras e trabalhos coletivos  com as crianças, por esse motivo, a criada deixou de ser criada e passou a ser chamada professora; as crianças foram chamas alunos e o prédio ganhou outro nome: escola. Então, tive que contratar mais professoras e ampliar a escola, pois o número de alunos crescia constantemente. Com o passar dos anos aquelas crianças se formaram e receberam seus diplomas. Foi quando todos entenderam que o desenvolvimento econômico não acontece com a exploração do trabalho infantil, e sim, quando se planta a semente da educação para que todos possam colher seus frutos desde a sua infância. O rei, ouvindo aquele belo discurso, resolveu copiar tudo em seu reinado, e deu muito certo. Hoje, aquela antiga e pequena cidade se encontra entre as maiores cidades do mundo.

Escola – EEF Galdino Marques de Oliveira
Diretora – Cirlândia Muniz de Araújo Rodrigues
Coordenadora Pedagógica – Almerinda Costa Carneiro
Coordenadora do PETECA – Umbelina Maria Batista Araújo
Aluna – Manuela Cardoso dos Santos (9ª ano)
Prof. Orientadora – Diana Karla Aragão Freire

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