segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A PRINCESA PETECA - CONTO FINALISTA DO PRÊMIO PETECA 2014

A princesa peteca
Há muito tempo, em uma terra encantada, havia dois reinos muito conhecidos. Eles eram completamente diferentes, um era chamado de Ilusão, governado pelo rei Exploração, que mantinha em seu castelo dezenas de crianças que eram obrigadas a trabalhar. O outro reino se chamava Liberdade, governado por uma donzela honesta e batalhadora, que aquelas crianças da escravidão queria salvar. Mas para você saber mais dessa história terá que fazer uma grande viagem no mundo da imaginação.
Vivendo em guerra, os dois reinos disputavam o destino das inocentes crianças. A rainha Estela vivia sozinha no imenso castelo, era debochada pelo rei do reino rival porque nunca havia vencido uma nenhuma batalha de resgatar as crianças. A realidade do reino Ilusão era a grande escravização do trabalho infantil. O trabalho era dividido entre meninos e meninas: as meninas trabalhavam na cozinha e na faxina e os meninos no jardim. Se uma criança se recusasse a trabalhar era imediatamente jogada em um imenso buraco escuro nos fundos do castelo.
Havia uma caçador plebeu que passou a trabalhar no castelo da princesa Estela, ele a amava, mas ela não sabia, apesar de gostar dele também, ou seja, ambos se gostavam, mas não sabiam do sentimento do outro. Até que um dia, o trabalhador tomou coragem e se declarou para a rainha e em pouco tempo eles se casaram.
Fruto deste amor nasceu a princesa Peteca. Ela era linda, esperta e amável. Cresceu vendo a guerra dos dois reinos, e também era contra a exploração das crianças, acreditava que criança não deveria de forma alguma trabalhar, e sim ser bem cuidada com amor e proteção. Por isso, era a grande esperança do reino do bem.
A princesa Peteca já não aguentava mais a triste situação sofrida das crianças. Um dia tomou coragem e foi até o reino inimigo. De forma estratégica planejou a entrada de forma que não fosse percebida pelos guardas.
Entretanto lá, viu as crianças e conseguiu bolar com elas uma armadilha para o grande rei Exploração. Todos os dias, ele ia até o local de trabalho das crianças e humilhava-as. Neste dia, quando ele foi até elas, teve uma grande surpresa: As crianças o aguardavam escondidas, e ele não as viu, só sentiu que estava sendo empurrado por todas elas para o buraco negro. Ele caiu e carregou consigo todo ódio, solidão e sofrimento.

Finalmente, as crianças foram libertadas e abrigadas no castelo da linda princesa Peteca e de seus pais. E como em todos os contos de castelo, princesas, reis e rainhas, todos viveram felizes para sempre. 

Um comentário:

  1. Excelente criação, amei. Acabo de copiar, com as devidas informações do site que abriga este conto para tomar parte de uma avaliação na Escola Ministro Jarbas Passarinho, situada no município de Camaragibe, centro, região metropolitana do Recife -PE. Isto em razão de termos estudado vários contos juvenis. Além disso, houve muitas leituras dos contos selecionados pelos estudantes, bem como puderão apresentar um relato de experiência a respeito para os colegas de turma. Dentre as temáticas surgidas a da exploração pelo trabalho fora uma, fato que permitiu a escolha do conto: Peteca. Agradeço a publicação. Nossa turminha é de 9º B, tarde, temos 53 estudantes numa escola pública estadual. Caso haja, possibilidade deles participarem em outras edições de concurso sobre contos, gostaria de ser informado. Um forte abraço. Meu email:analistadodiscurso.bandeira.pe@gmail.com Um forte abraço! E, é claro, parabéns.

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