terça-feira, 14 de agosto de 2018
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
sexta-feira, 27 de julho de 2018
CONFIANCIAMENTO DO PETI EM 2018: O QUE OS MUNICÍPIOS PRECISAM FAZER PARA RECEBER OS RECURSOS.
As Resoluções 5 e 12, de 2018, do
Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) aprovaram a continuidade do
cofinanciamento federal para a realização das ações estratégicas do Programa de
Erradicação do Trabalho Infantil, conhecidas como Aepeti. Isso significa que os
municípios contemplados pelo chamado Redesenho do Peti poderão continuar recebendo
os recursos adicionais em 2018, desde que cumpram as condicionalidades previstas nas resoluções acima citadas.
Os recursos federais do cofinaciamento
das Aepeti vem sendo repassados aos municípios nos quais os Censo 2010 identificou
400 ou mais crianças e adolescentes em situação de trabalho, na idade de 10 a
15 anos. Os papasses começaram em agosto de 2014, com
pactuação inicial de 3 anos. Em 2017 a pactuação foi renovada. Em maio deste
ano houve nova pactuação, por meio do qual se garantiu o confinanciamento das Aepeti até o final do exercício de 2018.
Valor dos repasses
O valor do repasse total para cada município depende da realidade de cada um em 30 de abril de 2018. Os
municípios que, na referida data, tinham mais saldo do confinanciamento, junto ao Fundo Municipal de
Assistência Social, receberá proporcionalmente menos recur, haja vista que o repasse total é calculado
com base em 12 meses de custeio, deduzidos o saldo existente no
Fundo.
Essa regra consta do art. 2º das
Resoluções acima citada, conforme redação baixo transcrita:
Art. 2º O valor do repasse total para cada ente
federativo elegível será calculado a partir da diferença entre o valor
correspondente a 12 (doze) parcelas de cofinanciamento federal e o somatório do
valor do saldo de recursos financeiros nos respectivos fundos de assistência
social e das parcelas a receber de cofinanciamento federal.
Parágrafo único. O repasse será dividido em
parcelas mensais e poderá ultrapassar o exercício de 2018
Com base na regra acima, os
municípios que ainda não aplicaram integralmente os recursos do confinanciamento, referentes
ao período anterior, receberão apenas uma parte do confinanciamento, até
completar o correspondente aos 12 meses de custeio pactuados para 2018.
Simpeti
As ações estratégicas
realizadas em cada município deve ser informadas no Sistema de Monitoramento do
Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Simpeti). Os municípios devem
prencher a ferramenta do Simpeti pelo menos uma vez a cada dois meses. A falta
de preenchimento do Simpeti pode acarretar a suspensão dos repasses.
A ferramenta deve ser preenchida
conforme os cinco eixos que compõem o redesenho do Peti: informação e
mobilização, identificação, proteção social, apoio e acompanhamento a defesa,
responsabilização e monitoramento
Os estados, por sua vez, devem
realizar visitas técnicas e ações de apoio técnico, bem como a capacitação aos
respectivos Municípios.
Aplicação dos Recursos.
Outro ponto importante é em
relação à utilização dos recursos. Nesse caso, a finalidade deve ser voltada a
realizações e execuções de ações municipais estratégicas do Peti, previstas na
Resolução 8/2013 do CNAS e alterações posteriores, como a Resolução 10/2014,
sendo observado o Termo de Aceite firmado à época da adesão.
III Plano Nacional
A nova Resolução do CNAS chama a
atenção para as possíveis alterações que poderão ser implementadas quando da
aprovação do III Plano Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e
Proteção ao Adolescente Trabalhador, que está em fase de revisão pela Comissão
Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI). Após a aprovação do
novo Plano será desencadeado o processo de redesenho das ações estratégicas do
Peti e do seu cofinanciamento, com base nas diretrizes que vieram a ser
estabelecidas.
terça-feira, 24 de julho de 2018
Plataforma U-Report: parceria do MPT com o Unicef ampliará a participação de adolescentes do Peteca e dos Comitês em consultas sobre temas de seus interesses
O Unicef vem firmando parcerias com
órgãos e entidades com o objetivo de ampliar a participação de crianças,
adolescentes e jovens nos espaços de discussão, deliberação e monitoramento de
políticas publicas relacionados aos seus direitos, tanto presencial quanto
virtualmente (através de enquetes, via SMS e rede sociais).
Um dos parceiros do Unicef nessa
empreitada é o Ministério Público do Trabalho no Ceará (MPT/CE), que este ano
passou a fazer parte da Comissão Estadual do Selo Unicef - Edição 2017/2020,
através do Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do
Adolescente (Peteca) e dos Comitês de Adolescentes pela Prevenção e Erradicação
do Trabalho Infantil (Conapeti, Ceapeti, Crapeti e Comapeti).
Objetivando fortalecer o protagonismo
e a participação política e social dos adolescentes o MPT/CE mobilizará, a
partir desta quarta-feira (25), os Coordenadores Municipais do Peteca e os
Comitês de Adolescentes para que incentivem os adolescentes de seus municípios
a se cadastrarem no U-Report.
Sobre o U-Report
U-Report é uma tecnologia
desenvolvida pelo UNICEF que permite a participação de adolescentes e jovens em
consultas sobre temas de seus interesses, por meio de enquetes, via SMS e rede
sociais. A ferramenta está presente em mais de 15 países e gera dados
estatísticos que são levados para as autoridades, mostrando a voz dos jovens
sobre diferentes assuntos.
Como funciona? O U-Report é um
sistema 100% gratuito, opcional e funciona de três maneiras:
- Por SMS, basta enviar “Entrei” para o número 28428.
- No Twitter, é só seguir a conta @ureportbrasil.
- No Facebook, basta acessar https://www.facebook.com/ureport.brasil/, mandar uma mensagem por “inbox” e clicar em “get started”.
Sobre o Peteca
Trata-se de um programa de educação
que visa conscientizar a sociedade para a erradicação do trabalho infantil.
Consiste num conjunto de ações voltadas para a promoção de debates nas escolas
de ensino fundamental e médio, dos temas relativos aos direitos da criança e do
adolescente, especialmente o trabalho infantil e a profissionalização do
adolescente.
O Peteca realiza oficinas de capacitação
e sensibilização de profissionais da educação, que atuam como coordenadores
municipais do Programa e são responsáveis pela formação de coordenadores
pedagógicos. Estes, por sua vez, debatem com os professores os temas estudados
nas oficinas, elaborando plano de ação para abordagem em sala de aula e
promovem eventos nas escolas, ampliando o debate para toda a comunidade
escolar.
Em 2017 o projeto foi executado em 1
392 municípios, 3.607 escolas, 34.153 educadores e 649.418 alunos.
Além do trabalho de conscientização,
em muitos municípios, vem sendo realizadas pesquisas para conhecer a realidade
dos alunos que trabalham. Após a pesquisa, a Assistência Social e demais órgãos
e entidades da rede de proteção realizam a busca ativa e a inclusão social das
crianças e adolescentes encontrados em situação de trabalho.
Sobre os Comitês
Trata-se de um projeto de
mobilização, engajamento e efetiva participação de adolescentes e
jovens em espaços de discussão e deliberação de políticas públicas que
afetem suas vidas e suas comunidades, especialmente nas ações de prevenção às
várias formas de violação de seus direitos, como trabalho infantil e demais
violências (sexual, violência, doméstica, urbana, psicológica), letalidade
jovem, ineficiência das políticas pública e corrupção.
A participação protagônica de
crianças e adolescentes tem sido feita por meio dos comitês de prevenção e
erradicação do trabalho infantil. Os comitês estão organizados em quatro
níveis: nacional (Conapeti), estadual (Ceapeti), regional (Crapeti) e municipal
(Comapeti). Além de prevenir e combater o trabalho infantil, os comitês
debatem, propõem e monitoraram públicas de promoção dos direitos da
criança e adolescente, bem como a prevenção e o enfrentamento à violação desses
direitos.
A iniciativa proporcionado a participação de crianças, adolescentes e jovens em fóruns, comitês,
conselhos, dentre outros coletivos. Nesse sentido, são realizadas diversas
ações, como campanhas, seminários, oficinas, caravanas, rodas de conversa,
atividades escolares, manifestações artísticas, dentre outras atividades que
assegurem o empoderamento de crianças, adolescentes e jovens sobre os temas
relacionados aos seus direitos.
domingo, 22 de julho de 2018
PETECA APOIA A CAMPANHA "ESQUEÇA UM LIVRO E ESPALHE CONHECIMENTO"
Prezado/a
leitor/a,
Certamente
você já recebeu mensagens, especialmente via WhatsApp, convocando voluntários
para participarem da campanha "Esqueça um Livro e Espalhe Conhecimento”.
A campanha será realizada na próxima
quarta-feira, 25 de julho, data em que é comemorado o Dia do Escritor.
A
ideia é deixar qualquer tipo de livro nos mais diferentes locais da cidade onde haja
movimento de pessoas (ônibus, metrô, elevador, banco de praça) com um
bilhetinho. Nele, a sugestão é que se escreva apenas: “Ei, você que achou este
livro! Agora ele é SEU!”. Realizada pelo segundo ano, a iniciativa faz parte de
um projeto de incentivo à leitura e compartilhamento de conhecimento que não
tem exatamente uma coordenação. Já se tornou domínio público.
O
Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do
Adolescente (Peteca) também apoia a campanha e te convida a participar. Afinal, "um país de faz com homens e livros" (Monteiro Lobato). Podemos
contar com sua parceria nessa construção?
Para
fortalecer a campanha, sugerimos que
tanto quem “esqueça”, quanto quem encontre os livros publiquem fotos e relatos
em suas redes sociais com a hashtag
#esqueciumlivro ou
#encontreiumlivro, conforme o caso.
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