sábado, 1 de dezembro de 2012
PRÊMIO PETECA 2012 - POESIA DE CORDEL DE SOBRAL-CE
O SONHO DE BENTINHO
Era uma vez um menino
Que era muito sonhador
Ele se chamava Bentinho
E queria ser doutor.
Para muitos uma bicicleta,
Um carrinho ou avião.
Mas o sonho de Bentinho,
O menino bem magrinho,
Era ter Educação.
Ele queria conhecer
No alfabeto o ABC
Na cartilha aprender
E se formar quando crescer.
Ir pra escola todo dia,
Ser aluno aplicado.
Tirar nota dez em tudo,
Até mesmo no ditado.
Pior que ele precisava
Ajudar o seu paim.
A luta diária era pesada
E o dinheiro bem pouquim.
Tão pequeno ele era
E só tinha sete anos
Uma jornada tão difícil
Que acabava com seus planos
Ele ficava todo dia
Esperando a menineira
Que passava pra escola
Todos juntos numa fileira.
Triste ficava
Com uma dor no coração
Vontade de ter livros
Como sua grande paixão.
Aos poucos ia se conformando
Com a enxada e a plantação
Que alimentava sua família
E segurava o rojão.
Mas algo ali restava
E se chamava Esperança
Isso lhe dava muita força
E tamanha Perseverança
E ele via no horizonte
O seu sonho de criança.
Um dia cedo acordado
Assistindo televisão
Viu uma reportagem
Sobre a Constituição
Nela, o homem dizia:
- Criança tem direito a Alegria
E também Educação.
Sem muito pestanejar
Correu pra plantação
E pôs-se a gritar:
- Pai vá me matricular,
Pois eu quero estudar
E tenho direito a educação!
Seu pai pensava diferente:
Que menino é pra trabalhar
Pra aprender a ser gente
E que nada ia adiantar
Esse negócio de estudar
Que Bentinho já era inteligente.
O menino pôs-se a chorar
Pra chamar atenção
Seu pai nem se importava
Só sabia de plantação.
Passaram-se dias e o mesmo chororô
O pai ficava gritando:
- Esse menino é abestado,
Pensa que vai ser letrado
E se tornar um dotô!
Bentinho num sobressalto
Se aproveitou da situação
Foi falando logo alto:
- Eu lhe mostro minha educação!
O pai retrucou:
- Menino tu não me amola
Que amanhã te ponho na escola
Tu vai parar de chororô.
Mas tu vai ter que me mostrar
Que vai muito estudar
E ser um grande dotô.
No outro dia com muita felicidade
O pai levou o menino
Pra estudar na cidade
Ele ficou abismado
Com tanta novidade.
Logo nas primeiras aulas
Aprendeu a soletrar
Bê com á, BA
Cê com á, CA
E gostava de brincar.
No final de cada aula
Com muita empolgação
Voltava para casa
Lendo as placas de atenção.
Ficava bestificado
Pensando que era só quadrado
Mas quando unia as letras
Batia forte seu coração.
Num dia muito festivo
Bentinho foi muito contente
Pra aula mais diferente
De todo o ano letivo
Que tinha como tema
“Criança também é gente,
Tem direito a educação
E a ser inteligente”.
Desse tal de Direito
Bentinho muito sabia
Lembrou-se da reportagem
Que ouviu outro dia
Dessa tal de Constituição
Que fala da Educação
E do direito a Alegria.
No entanto, a professora,
Linda que nem boneca,
Apresentou pra sala,
Um livrinho chamado ECA.
Este livro trata dos Direitos
E deveres da criança,
Dando a todas elas
Um pouco de esperança.
Longa foi a aula
E muito o aprendizado
Bentinho voltou pra casa
Todo empolgado
Já sabia de có
Seus Direitos resguardados.
Contou pro pai
O que tinha aprendido
E que trabalhar agora
Tava era repreendido!
O véi muito animado
De nariz empinado
Começou o chororô
E foi logo dizendo:
- Meu filho, tu vai ser um bom dotô!
E assim foi a história
De um sonho não acabado
O menino Bentinho
Que sofreu um bocado
Como muitos pelas ruas
Dessa grande nação
Que cortam cana,
Mas que tem um coração.
E já não querem mais sofrer
Com tanta exploração.
ESCOLA PADRE OSVALDO CHAVES
MODALIDADE: LITERATURA
SUB-MODALIDADE: POESIA DE CORDEL
TÍTULO: O SONHO DE BENTINHO
PROFESSORA: GEORGIA BEZERRA GOMES
ALUNO: FRANCISCO FABRÍCIO GADELHA
Era uma vez um menino
Que era muito sonhador
Ele se chamava Bentinho
E queria ser doutor.
Um carrinho ou avião.
Mas o sonho de Bentinho,
O menino bem magrinho,
Era ter Educação.
Ele queria conhecer
No alfabeto o ABC
Na cartilha aprender
E se formar quando crescer.
Ir pra escola todo dia,
Ser aluno aplicado.
Tirar nota dez em tudo,
Até mesmo no ditado.
Pior que ele precisava
Ajudar o seu paim.
A luta diária era pesada
E o dinheiro bem pouquim.
Tão pequeno ele era
E só tinha sete anos
Uma jornada tão difícil
Que acabava com seus planos
Ele ficava todo dia
Esperando a menineira
Que passava pra escola
Todos juntos numa fileira.
Triste ficava
Com uma dor no coração
Vontade de ter livros
Como sua grande paixão.
Aos poucos ia se conformando
Com a enxada e a plantação
Que alimentava sua família
E segurava o rojão.
Mas algo ali restava
E se chamava Esperança
Isso lhe dava muita força
E tamanha Perseverança
E ele via no horizonte
O seu sonho de criança.
Um dia cedo acordado
Assistindo televisão
Viu uma reportagem
Sobre a Constituição
Nela, o homem dizia:
- Criança tem direito a Alegria
E também Educação.
Sem muito pestanejar
Correu pra plantação
E pôs-se a gritar:
- Pai vá me matricular,
Pois eu quero estudar
E tenho direito a educação!
Seu pai pensava diferente:
Que menino é pra trabalhar
Pra aprender a ser gente
E que nada ia adiantar
Esse negócio de estudar
Que Bentinho já era inteligente.
O menino pôs-se a chorar
Pra chamar atenção
Seu pai nem se importava
Só sabia de plantação.
Passaram-se dias e o mesmo chororô
O pai ficava gritando:
- Esse menino é abestado,
Pensa que vai ser letrado
E se tornar um dotô!
Bentinho num sobressalto
Se aproveitou da situação
Foi falando logo alto:
- Eu lhe mostro minha educação!
O pai retrucou:
- Menino tu não me amola
Que amanhã te ponho na escola
Tu vai parar de chororô.
Mas tu vai ter que me mostrar
Que vai muito estudar
E ser um grande dotô.
No outro dia com muita felicidade
O pai levou o menino
Pra estudar na cidade
Ele ficou abismado
Com tanta novidade.
Logo nas primeiras aulas
Aprendeu a soletrar
Bê com á, BA
Cê com á, CA
E gostava de brincar.
No final de cada aula
Com muita empolgação
Voltava para casa
Lendo as placas de atenção.
Ficava bestificado
Pensando que era só quadrado
Mas quando unia as letras
Batia forte seu coração.
Num dia muito festivo
Bentinho foi muito contente
Pra aula mais diferente
De todo o ano letivo
Que tinha como tema
“Criança também é gente,
Tem direito a educação
E a ser inteligente”.
Desse tal de Direito
Bentinho muito sabia
Lembrou-se da reportagem
Que ouviu outro dia
Dessa tal de Constituição
Que fala da Educação
E do direito a Alegria.
No entanto, a professora,
Linda que nem boneca,
Apresentou pra sala,
Um livrinho chamado ECA.
Este livro trata dos Direitos
E deveres da criança,
Dando a todas elas
Um pouco de esperança.
Longa foi a aula
E muito o aprendizado
Bentinho voltou pra casa
Todo empolgado
Já sabia de có
Seus Direitos resguardados.
Contou pro pai
O que tinha aprendido
E que trabalhar agora
Tava era repreendido!
O véi muito animado
De nariz empinado
Começou o chororô
E foi logo dizendo:
- Meu filho, tu vai ser um bom dotô!
E assim foi a história
De um sonho não acabado
O menino Bentinho
Que sofreu um bocado
Como muitos pelas ruas
Dessa grande nação
Que cortam cana,
Mas que tem um coração.
E já não querem mais sofrer
Com tanta exploração.
ESCOLA PADRE OSVALDO CHAVES
MODALIDADE: LITERATURA
SUB-MODALIDADE: POESIA DE CORDEL
TÍTULO: O SONHO DE BENTINHO
PROFESSORA: GEORGIA BEZERRA GOMES
ALUNO: FRANCISCO FABRÍCIO GADELHA
PRÊMIO PETECA 2012 - POESIA DE CORDEL DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE-CE
CORDEL PETECA
I
Vou contar uma história
Preste muita atenção
Sobre uma pobre criança
Que sofria exploração
De sua tia Mariana
Sem nenhuma precisão
II
Joana era uma menina
Que gostava de estudar
Mas com seis anos de idade
Ela teve que parar
Para ajudar seus pais,
Com sua tia foi morar.
III
De longe as pessoas viam
O que Joana fazia
Trabalhando o tempo todo
Na casa de sua tia
Pra ganhar seu dinheirinho
Fazia o que não devia.
IV
Mas Joana merecia
Ter uma boa educação
Estudar sempre e brincar
Sem nenhuma exploração
Mas na casa que morava
Trabalhar era obrigação.
V
Um dia chegou a professora Ana
Na casa de mariana
E perguntou: Quem é essa menina?
E como ela se chama?
_Essa é minha sobrinha
Que se chama Joana.
VI
Menina venha cá
Vamos logo conversar
Me fale dos seus estudos
O que pretende alcançar?
Ela baixou a cabeça
E começou a chorar.
VII
Meu sonho é ser advogada
Mas com isso não posso sonhar
Trabalho dia e noite
Pra minha família ajudar
Sem tempo para meus estudos
Como vou realizar?
VIII
Me diga toda a verdade
Como é sua alimentação?
E Joana respondeu
Com muita educação:
Minha merenda é café puro
Meu almoço é um pão.
IX
A professora ouvindo Joana,
Começou a explicar
Que criança nessa idade
Não podia trabalhar,
Sua sobrinha devia
Ir pra escola estudar.
X
Mariana respondeu:
Disso não quero saber
Ela é minha sobrinha
E tem que me obedecer
Vá cuidar da sua vida
E procure o que fazer.
XI
A professora saiu dali
Foi direto denunciar
Sua primeira parada
Foi no Conselho Tutelar
Que logo se prontificou
E foi lá verificar.•.
XII
O Conselho Tutelar
Ao ver a menina trabalhar
Pois nem um tempo ela tinha
De com seus amigos brincar
Levou Joana a escola
Para voltar a estudar.
XIII
Eles buscaram apoio
Num Programa Federal
Peteca é o seu nome
Uma ação genial
Criado por Dr. Antonio
Pra combater esse mal.
XIV
O trabalho infantil
Não precisa acontecer
Garantir esse direito
É tarefa do poder
Pois uma coisa tão grave
Não pode mais ocorrer
XV
E você que me escuta
Abra o seu coração
Lute contra essa maldade
Que aflige nossa nação
Fazendo nossas crianças
Reféns da exploração.
XVI
Convide mais um amigo
Que sofre como você
Lutar por nossos direitos
Isso devemos fazer
Para que esse absurdo
Deixe de acontecer
XVII
As pessoas que exploram
Não podem ter coração
Maltratam as crianças
Sem nenhuma educação
Impedindo seus estudos
Sem nenhuma compaixão
XVIII
O Peteca em nossa vida
Causa admiração
Pois não deixa que as crianças
Sofram com a exploração
Pois assim cometem crime
Prestem muita atenção.
XIX
Se você ama as crianças
Venha nos ajudar
Contra essa exploração
Que precisa acabar
E o Programa Peteca
Nessa parceria vai estar
XX
Termino esse cordel
Que tocou seu coração
Para de hoje em diante
Tratar com dedicação
As crianças do Brasil
O futuro da nação.
ALUNA: ALANA MORAES DE CARVALHO- 9º ANO
I
Vou contar uma história
Preste muita atenção
Sobre uma pobre criança
Que sofria exploração
De sua tia Mariana
Sem nenhuma precisão
II
Joana era uma menina
Que gostava de estudar
Mas com seis anos de idade
Ela teve que parar
Para ajudar seus pais,
Com sua tia foi morar.
III
De longe as pessoas viam
O que Joana fazia
Trabalhando o tempo todo
Na casa de sua tia
Pra ganhar seu dinheirinho
Fazia o que não devia.
IV
Mas Joana merecia
Ter uma boa educação
Estudar sempre e brincar
Sem nenhuma exploração
Mas na casa que morava
Trabalhar era obrigação.
V
Um dia chegou a professora Ana
Na casa de mariana
E perguntou: Quem é essa menina?
E como ela se chama?
_Essa é minha sobrinha
Que se chama Joana.
VI
Menina venha cá
Vamos logo conversar
Me fale dos seus estudos
O que pretende alcançar?
Ela baixou a cabeça
E começou a chorar.
VII
Meu sonho é ser advogada
Mas com isso não posso sonhar
Trabalho dia e noite
Pra minha família ajudar
Sem tempo para meus estudos
Como vou realizar?
VIII
Me diga toda a verdade
Como é sua alimentação?
E Joana respondeu
Com muita educação:
Minha merenda é café puro
Meu almoço é um pão.
IX
A professora ouvindo Joana,
Começou a explicar
Que criança nessa idade
Não podia trabalhar,
Sua sobrinha devia
Ir pra escola estudar.
X
Mariana respondeu:
Disso não quero saber
Ela é minha sobrinha
E tem que me obedecer
Vá cuidar da sua vida
E procure o que fazer.
XI
A professora saiu dali
Foi direto denunciar
Sua primeira parada
Foi no Conselho Tutelar
Que logo se prontificou
E foi lá verificar.•.
XII
O Conselho Tutelar
Ao ver a menina trabalhar
Pois nem um tempo ela tinha
De com seus amigos brincar
Levou Joana a escola
Para voltar a estudar.
XIII
Eles buscaram apoio
Num Programa Federal
Peteca é o seu nome
Uma ação genial
Criado por Dr. Antonio
Pra combater esse mal.
XIV
O trabalho infantil
Não precisa acontecer
Garantir esse direito
É tarefa do poder
Pois uma coisa tão grave
Não pode mais ocorrer
XV
E você que me escuta
Abra o seu coração
Lute contra essa maldade
Que aflige nossa nação
Fazendo nossas crianças
Reféns da exploração.
XVI
Convide mais um amigo
Que sofre como você
Lutar por nossos direitos
Isso devemos fazer
Para que esse absurdo
Deixe de acontecer
XVII
As pessoas que exploram
Não podem ter coração
Maltratam as crianças
Sem nenhuma educação
Impedindo seus estudos
Sem nenhuma compaixão
XVIII
O Peteca em nossa vida
Causa admiração
Pois não deixa que as crianças
Sofram com a exploração
Pois assim cometem crime
Prestem muita atenção.
XIX
Se você ama as crianças
Venha nos ajudar
Contra essa exploração
Que precisa acabar
E o Programa Peteca
Nessa parceria vai estar
XX
Termino esse cordel
Que tocou seu coração
Para de hoje em diante
Tratar com dedicação
As crianças do Brasil
O futuro da nação.
ALUNA: ALANA MORAES DE CARVALHO- 9º ANO
PRÊMIO PETECA 2012 - POESIA DE CORDEL BEBERIBE
O ENCONTRO DE ANTÔNIO COM O SENHOR PETECA
Meus amigos atenção
Pra historia que vou contar,
De um menino que num sitio
Vivia a trabalhar
Um sonho tinha na vida
Brincar e estudar.
Antônio, era seu nome
Desde pequeno ficou,
Na companhia de uma tia
Que para trabalhar, lhe colocou
Em serviço muito pesado
Vamos ver o que se passou.
Sua tia mulher sisuda
Que vivia a lhe chamar
Era toda hora:
Menino venha cá,
E o coitado só dizia:
To indo titia, não pode esperar?
Deixe de conversa menino
Você tem que trabalhar,
Ela assim repreendia
Não deixava ele falar
Mesmo assim ele dizia,
Eu preciso é estudar.
A tia se adiantava
Que o estudo vale nada não,
É tudo perca de tempo,
Acabe com essa ilusão,
Só o trabalho vai te dar força
E pare de confusão.
Pra sua tia agradar
O menino tudo fazia,
Cuidava da plantação
De cavalo, pato, cutia.
Isso não é serviço pra criança
Ela não reconhecia.
Antônio se revoltava
Com tudo que acontecia
Por traz daquele trabalho
Sua infância sua escondia
Ficava pensando no que fazer
Pra tudo mudar um dia.
Seu pensamento era cortado
Pelo grito da sua tia,
Antônio que ta fazendo?
Pensando ele dizia.
Parece que não tem o que fazer
A danada repreendia.
Dever você tem muito
Porque uma saída vou dar,
Fique cuidando de tudo
Minha filha vou buscar,
Ta chegando da cidade
Para uns dias aqui passar.
Depois de muito limpar,
Antônio cansado está.
Procura um lugar sossegado
Para ali descansar,
Pega logo no sono
E começa a sonhar.
Sonha com N. senhora
Que a ela foi apelar,
Pra arranjar um jeito ligeiro
Pra tudo se transformar,
E com a sua infância perdida
Um dia se encontrar.
Transformar a casa em escola
Onde possa aprender,
Que a criança tem direitos
Trabalhar, quando crescer,
Porque como a vida anda
Que futuro vai ter ?
De repente uma grande explosão
Faz Antônio se acordar
Ele diz: que coisa ligeira
A senhora aqui chegar.
Mas logo percebe
Que outra pessoa ali estar.
Como enviada se apresentou
Fazendo uma revelação,
Nessa mala algo trago
Pra atender sua oração,
Combater o trabalho infantil
Dar a você a proteção.
Antônio se surpreende
Quando na mala encontrou,
Um livro muito bonito
Que dizia PETECA eu sou,
Pra devolver a infância
Que sua tia tirou.
Naquelas paginas ele via
Que a infância não se pode tirar,
Trabalho infantil é crime
É só verificar,
Nas leis do estatuto
Os direitos que vai dar.
O ECA como é chamado
É a lei de proteção,
Da criança e do adolescente
Que da direito a educação,
Praticar esporte cultura e lazer
E também a diversão.
Quanto mais o peteca conhecia
Tirava uma lição,
Dois lados tem a infância
O de ser feliz,dar opinião
Ser respeitado nos seus direitos,
Trabalho infantil não dá profissão.
Mas uma coisa lhe intrigava
O que fazer com a informação,
Se tudo que aqui faço
Minha tia diz, é obrigação.
A enviada interfere dizendo:
O que ela faz é exploração.
Deixe com ela eu me entendo
Venha agora acompanhar,
Uma pessoa que comigo veio
Grande ajuda vai lhe dar,
Esta é Mariana
A professora do lugar
Ligeiro Antônio se arrumou
Pra professora acompanhar,
Ia sonhando no caminho
Jogar de bola, de bila brincar,
Ter a companhia dos livros
Os amigos que vai encontrar.
De esperança o menino se encheu
Quando a escola avistou,
Ficando com o coração alegre
Deixando pra traz o que passou,
Foi recebido pelo um homem
Como juiz do trabalho se apresentou.
Também me chamo Antônio
E combato a exploração,
Das crianças que os direitos
Respeitados não são,
Sua tia já entendeu
O que é dela obrigação.
A professora abraça o menino,
Falando aqui é seu lugar,
Segure o PETECA
Ele vai te acompanhar,
Mas não esqueça de um dever
Das pessoas respeitar.
E assim termino essa história
Com uma mensagem então:
RESPEITO A INFÂNCIA
É DE TODOS OBRIGAÇÃO,
E até a próxima
Sou Peteca em Ação. Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente.
Meus amigos atenção
Pra historia que vou contar,
De um menino que num sitio
Vivia a trabalhar
Um sonho tinha na vida
Brincar e estudar.
Antônio, era seu nome
Desde pequeno ficou,
Na companhia de uma tia
Que para trabalhar, lhe colocou
Em serviço muito pesado
Vamos ver o que se passou.
Sua tia mulher sisuda
Que vivia a lhe chamar
Era toda hora:
Menino venha cá,
E o coitado só dizia:
To indo titia, não pode esperar?
Deixe de conversa menino
Você tem que trabalhar,
Ela assim repreendia
Não deixava ele falar
Mesmo assim ele dizia,
Eu preciso é estudar.
A tia se adiantava
Que o estudo vale nada não,
É tudo perca de tempo,
Acabe com essa ilusão,
Só o trabalho vai te dar força
E pare de confusão.
Pra sua tia agradar
O menino tudo fazia,
Cuidava da plantação
De cavalo, pato, cutia.
Isso não é serviço pra criança
Ela não reconhecia.
Antônio se revoltava
Com tudo que acontecia
Por traz daquele trabalho
Sua infância sua escondia
Ficava pensando no que fazer
Pra tudo mudar um dia.
Seu pensamento era cortado
Pelo grito da sua tia,
Antônio que ta fazendo?
Pensando ele dizia.
Parece que não tem o que fazer
A danada repreendia.
Dever você tem muito
Porque uma saída vou dar,
Fique cuidando de tudo
Minha filha vou buscar,
Ta chegando da cidade
Para uns dias aqui passar.
Depois de muito limpar,
Antônio cansado está.
Procura um lugar sossegado
Para ali descansar,
Pega logo no sono
E começa a sonhar.
Sonha com N. senhora
Que a ela foi apelar,
Pra arranjar um jeito ligeiro
Pra tudo se transformar,
E com a sua infância perdida
Um dia se encontrar.
Transformar a casa em escola
Onde possa aprender,
Que a criança tem direitos
Trabalhar, quando crescer,
Porque como a vida anda
Que futuro vai ter ?
De repente uma grande explosão
Faz Antônio se acordar
Ele diz: que coisa ligeira
A senhora aqui chegar.
Mas logo percebe
Que outra pessoa ali estar.
Como enviada se apresentou
Fazendo uma revelação,
Nessa mala algo trago
Pra atender sua oração,
Combater o trabalho infantil
Dar a você a proteção.
Antônio se surpreende
Quando na mala encontrou,
Um livro muito bonito
Que dizia PETECA eu sou,
Pra devolver a infância
Que sua tia tirou.
Naquelas paginas ele via
Que a infância não se pode tirar,
Trabalho infantil é crime
É só verificar,
Nas leis do estatuto
Os direitos que vai dar.
O ECA como é chamado
É a lei de proteção,
Da criança e do adolescente
Que da direito a educação,
Praticar esporte cultura e lazer
E também a diversão.
Quanto mais o peteca conhecia
Tirava uma lição,
Dois lados tem a infância
O de ser feliz,dar opinião
Ser respeitado nos seus direitos,
Trabalho infantil não dá profissão.
Mas uma coisa lhe intrigava
O que fazer com a informação,
Se tudo que aqui faço
Minha tia diz, é obrigação.
A enviada interfere dizendo:
O que ela faz é exploração.
Deixe com ela eu me entendo
Venha agora acompanhar,
Uma pessoa que comigo veio
Grande ajuda vai lhe dar,
Esta é Mariana
A professora do lugar
Ligeiro Antônio se arrumou
Pra professora acompanhar,
Ia sonhando no caminho
Jogar de bola, de bila brincar,
Ter a companhia dos livros
Os amigos que vai encontrar.
De esperança o menino se encheu
Quando a escola avistou,
Ficando com o coração alegre
Deixando pra traz o que passou,
Foi recebido pelo um homem
Como juiz do trabalho se apresentou.
Também me chamo Antônio
E combato a exploração,
Das crianças que os direitos
Respeitados não são,
Sua tia já entendeu
O que é dela obrigação.
A professora abraça o menino,
Falando aqui é seu lugar,
Segure o PETECA
Ele vai te acompanhar,
Mas não esqueça de um dever
Das pessoas respeitar.
E assim termino essa história
Com uma mensagem então:
RESPEITO A INFÂNCIA
É DE TODOS OBRIGAÇÃO,
E até a próxima
Sou Peteca em Ação. Programa de Educação contra a Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente.
PRÊMIO PETECA 2012 - CONTO DE SOBRAL
A CRIANÇA QUE NÃO PODIA BRINCAR
Dizem os mais antigos que
Esperançópolis era uma cidadezinha tranquila e apesar de urbana, possuía
resquícios de uma cidade do interior: as pessoas se cumprimentavam, os
passarinhos contrastavam seu canto com o barulho dos automóveis, era possível
ver crianças brincando de bolinha de gude e amarelinha. Mas diariamente,
fizesse sol ou chuva algumas delas catavam pelas ruas tudo o que podia ser
vendido. Mesmo com estes traços, a cidade possuía como indício da urbanização a
exploração do trabalho infantil.
Entre aquelas crianças de rua, Ana era
a mais sonhadora. Aos sete anos, não sabia ler nem escrever, mas sabia contar.
Contava estrelas, pedrinhas e as moedinhas que entregava a mulher que obrigava
ela e outras crianças a conseguir. Se trazia pouco dinheiro, a mulher
esbravejava e a deixava sem comer. Apesar disso, não deixava de acreditar,
adormecia com fome, mas contado as estrelas no céu. Quando Ana via as outras
crianças a caminho da escola, viajava em seus pensamentos. À noite, chorava
baixinho, se perguntando o que tinha feito para o papai do céu lhe deixar ali.
Um dia Ana decidiu ir à
escola, perguntar se podia assistir aulas. Porém, ao chegar na entrada, alguns
alunos debocharam de sua aparência. Ela segurou as lágrimas como pode, mas foi
inevitável o choro. Seu pranto sincero soava como um grito de desespero.
Algumas pessoas começaram a olhar a cena diante da escola e se deram conta do sofrimento
das crianças exploradas de Esperançópolis. Essas pessoas até reclamavam aos
alunos, mas era em vão. Algum tempo depois a professora Sônia chegou e quando
se deu conta que os alunos humilhavam uma criança daquela forma ficou
estarrecida e chamou a atenção deles.
Após a repreensão, os
alunos acabaram se dando conta do que estavam fazendo. O maior do grupo pediu
desculpas a menina e correu envergonhado. Os demais fizeram o mesmo e foram
para suas salas. De cabeça baixa, sentada sobre os pezinhos, Ana chorava. Sônia
se aproximou e percebeu o quanto a criança era maltratada, fez algumas
perguntas e depois de um tempo, ouviu uma vozinha presa: - Eu só queria poder
entrar na escola. Mas disseram que não posso e este não é o meu lugar.
Com aquelas palavras, a
professora, sentiu que deveria fazer algo. Pediu folga no trabalho e procurou conhecer melhor
a Ana. Viu a realidade da exploração vivida por ela e outras crianças. Pediu
ajuda de amigos próximos, pois naquele tempo havia poucas leis de proteção à
criança. Depois de muito esforço e “nãos”, conseguiu um abrigo para Ana e as
outras crianças abandonadas nas ruas. A professora ainda lhe ajudou a conseguir
vaga na escola. A menina ficou muito feliz.
Os antigos contam que naquela cidade nunca
houve aluna mais dedicada. O tempo passou e a menina de olhinhos tristes cresceu,
formou-se e viveu o resto de seus dias na luta pelos direitos das crianças que,
como ela, viveram a dura realidade de não poderem nem brincar de ser feliz.
ESCOLA PADRE OSVALDO CHAVES
MODALIDADE: LITERATURA
SUB-MODALIDADE: CONTO
TÍTULO: A CRIANÇA QUE NÃO PODIA BRINCAR
PROFESSORA: MARIA VANESSE ANDRADE
ALUNA: ALINE SOUSA DOS SANTOS
PRÊMIO PETECA 2012 - CONTO DE CAMOCIM
O SUPER PETECA CONTRA O TRABALHO INFANTIL
Certo
dia, ao anoitecer, no mirante da praia das barreiras em Camocim, algumas
crianças avistaram no alto de uma falésia um objeto estranho, mais parecido com
um disco voador.
Da
nave desceram três criaturinhas. Elas não pareciam humanas, mas não eram
assustadoras. E como criança não tem medo de nada, foram ao encontro das
criaturas do céu. Chegando lá, Pedro, Clara e André descobriram quem eles eram
e qual sua missão aqui na terra.
O
objeto não identificado era bastante luminoso e mágico. Tudo o que viram lá
dentro era lindo e lúdico. Elas também descobriram que seus novos amigos vinham
de um planeta muito distante do nosso, chamado “Sonho Meu”. Lá, todos vivem
numa espécie de Éden e eles eram os mensageiros daquele lugar. Sua missão era
propagar o amor e a paz terrena e seu principal objetivo no nosso planeta era
combater o Trabalho Infantil. Durante a conversa, as crianças prometeram que
iriam ajudar, pois conheciam muitos colegas que sofriam com esse problema, e que
o trabalho infantil era uma grande mazela que assolava o “chão” do Brasil.
Enquanto
a conversa mágica acontecia, os adultos caminhavam à beira-mar e nada podiam
ver. Mas, como os irmãos, Pedro, Clara e André poderiam ajudar? O plano era
transformar todos os adultos em crianças, porque criança tem sentimentos
sinceros e aprende as coisas com mais facilidade. Assim, convocaram todos os
responsáveis pelos órgãos públicos em defesa da criança e do adolescente, ONGs,
entidades privadas, escolas, políticos, cidadãos comuns e, principalmente
adultos que praticavam esse tipo de crime.
Foi
numa grande assembleia geral à beira-mar que do nada surgiram muitas petecas de
brinquedo, que ao tocarem nos adultos, logo os transformavam em crianças
novamente. No momento em que todos voltaram à infância, puderam ver os seres
responsáveis por aquele evento. Eles se apresentaram, falaram sobre como era
viver feliz no planeta Sonho Meu, comentaram que a Terra era um lugar lindo e
que poderia ser tudo diferente. Porém, todas as crianças não poderiam ter seus
direitos violados nem serem exploradas.
Então,
numa grande brincadeira, todos os presentes conheceram e contribuíram para a
implementação de um programa contra o Trabalho Infantil, o Super-Peteca, um
herói que nasce pensado por todos para o bem comum. Metas foram elaboradas,
conheceram o Estatuto da Criança e do Adolescente e contribuíram com novas
melhorias para as crianças e adolescentes daquela cidade e daquele país.
Quando
passou o efeito da magia das petecas, todos voltaram ao tamanho normal, mas com
comportamentos e ideais deferentes. Tocados pelo encanto daqueles pequenos seres,
nunca mais voltaram a ser os mesmos, pois tinham a pureza da criança pra sempre
no coração e na alma e, somente os irmãos, Pedro, André e Clara puderam se
despedir e agradecer aquela honrosa visita interplanetária que mudou de vez a
história daquela cidade.
Carlos Henrique Nascimento da Silva - 6º B.
Professora Fátima
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